Monday, February 2, 2026

WALKER EVANS (REVISITADO)

Walker Evans – Wikipédia, a enciclopédia livre

“Com a câmera, é tudo ou nada. Ou você consegue imediatamente o que procura, ou o que faz não vale nada.”

Escrevi esse post em 2017, quando comecei a estudar fotógrafos notáveis. Até pouco tempo antes, nunca tinha ouvido falar de Walker Evans, sequer tinha visto algumas de suas fotos mais famosas. Evans foi o pioneiro na tradição documental da fotografia americana, influenciou vários fotógrafos como Frank e Friedlander e, no final de sua vida, foi tratado como celebridade na universidade de Yale, onde deu aulas. Nos deixou como legado, um catálogo visual extraordinário de sua era e teve tantas realizações que é impossível falar dele em um fôlego só!

Walker Evans nasceu em 1903 em Saint Louis, no Missouri, em uma família de classe alta. Seu pai foi um executivo de publicidade que, por conta do trabalho, se mudou com a família para diversas cidades americanas. Evans se instalou em Nova York quando saiu de casa, onde trabalhou na biblioteca pública no turno da noite, mas decidiu partir para Paris por conta de suas aspirações literárias. Voltou depois de um ano e arranjou um emprego em Wall Street.   

Começou na fotografia em 1928, trabalhando como fotógrafo comercial e fotojornalista. Enquanto os Estados Unidos mergulhavam na Grande Depressão, Evans vivia uma fase de sucesso, em especial por seu trabalho para a Farm Security Administration (FSA) – um órgão do governo criado para avaliar a situação das pessoas nas áreas agrícolas e promover seu desenvolvimento. Em 1936, durante uma licença, viajou com o escritor James Agee para Hale County no Alabama, a princípio para fazerem uma matéria para a revista Fortune, que nunca foi publicada. O material produzido por eles se tornou mais tarde o livro Let Us Now Praise Famous Men (Elogiemos Homens Ilustres na Edição Brasileira).

Continuou na FSA até 1938, mesmo ano em que teve sua primeira retrospectiva de carreira, American Photographs, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), que também foi a primeira do museu dedicada a um único fotógrafo. Também em 1938 começou uma investigação social no metrô da cidade, na qual passou três anos fotografando secretamente outros passageiros.

Entre 1940 e 1950, obteve três bolsas Guggenheim, que usou para dar continuidade à documentação da vida das pessoas na América contemporânea, trabalhou para as revistas Time e Fortune e, mais tarde, como professor na escola de arte da Universidade de Yale.

Apesar de ter sido crítico da fotografia colorida, afirmando inúmeras vezes que “cor é vulgar”, começou a usar uma Polaroid SX-70 em 1973, quando estava com 70 anos. Essa nova empreitada proporcionou a Evans uma renovação porque ele estava deprimido desde sua separação de Jane Smith Ninas (apesar de ter começado um novo casamento em 1960) e a morte de James Agee na década de 1950. Além disso, estava doente e debilitado. Foi nessa época que foi convidado para dar aulas em Yale, onde era idolatrado por seus colegas e alunos, presentes em sua vida e que o ajudavam.

Estima-se que Evans tenha tirado mais de 3000 instantâneos com a Polaroid – lembrando que a empresa lhe enviava quantidades inesgotáveis de filme. Nessa fase, sua fotografia é marcada por imagens detalhadas e próximas, algumas até abstratas. Além disso, retratava amigos e conhecidos, tendo preferência por mulheres jovens que queria impressionar em festas, tirava várias fotos delas e só ficava com as que gostava, dando-lhes as demais.

Teve um derrame e morreu em seu apartamento em 1975. Há uma foto dele tirando fotos na rua poucos meses antes de sua morte: enquanto viveu, Evans se dedicou à fotografia. Em 1994 seu acervo foi doado para o Metropolitan Museum de Nova York, o Met, que possui todo seu trabalho com exceção dos negativos da FSA que são de domínio público e estão na Library of Congress.

Evans descrevia seu ato de fotografar como “um interesse na aparência que o presente terá no futuro” e se definia como um fotógrafo documentarista lírico, alguém interessado em imagens exatas e alusivas, objetivas e associativas, livres de inflexão retórica, mas não de compaixão.

Entre seus trabalhos mais notáveis estão:

·       The Crime of Cuba (1933) livro documentário de Carleton Beals sobre a influência dos EUA na ilha na década de 1930. Contém 30 fotografias de Evans – essa foi a única ocasião que ele fotografou fora do seu país.

·       Documentação para FSA;

·       American Photographs: Exposição no MoMA em 1938, que foi sua primeira retrospectiva  de carreira de Evans e também a primeira dedicada a um único fotógrafo no museu. Foi publicado um catálogo dela que ainda pode ser facilmente encontrado.

·       Let us No Praise Famous Men (1941);

·       Retratos no metrô de Nova York (1938-1941);

·       Polaroids.

Walker Evans - Damaged (1928-1930) : r/museumWalker Evans. Penny Picture Display, Savannah. 1936 | MoMAFoto em preto e branco de pessoas andando em frente a estabelecimento comercial

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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.[Barber Shops, Vicksburg, Mississippi], Walker Evans  American, Gelatin silver printFoto em preto e branco de grupo de pessoas posando para foto

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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Foto em preto e branco de placa em frente a casa

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Alabama Tenant Farmer Wife, Walker Evans  American, Gelatin silver printAlabama Tenant Farmer, Walker Evans  American, Gelatin silver printWalker Evans – “Many are Called” (1938) – AMERICAN SUBURB XWalker Evans (1903–1975) - The Metropolitan Museum of ArtFoto em preto e branco de homem com a porta aberta

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Da série 13 Autorretratos (acima)

Walker Evans (American, 1903-1975) 'Self-portrait, Juan-les-Pins, France,  January 1927' 1927Art Blart _ art and cultural memory archiveDavid Simonton — Self Portrait, Rhode Island, 1933, Photo by Walker...17 Lessons Walker Evans Has Taught Me About Street Photography - ERIC KIM ₿Walker Evans's 'Counter-Aesthetic' (2003) – AMERICAN SUBURB XWalker Evans: Last Photographs & Life Stories | Photo ArticleFoto de uma pessoa olhando para a câmera

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