Wednesday, March 4, 2026

WILLIAM EGGLESTON (REVISITADO)

 

William Eggleston, the Pioneer of Color Photography - The New York Times

“Já disse isso antes: eu adoro olhar o meu próprio trabalho e, em geral, não gosto de olhar o trabalho dos outros. Há exceções, como Lee Friedlander, mas estes não nascem em árvores.”

William Eggleston é um fotógrafo conhecido por seus registros no sul dos EUA, onde nasceu e ainda vive e por legitimar o uso da cor na fotografia artística. Desde os anos 1960 fotografou cenas cotidianas utilizando o processo dye-transfer, que resultava em impressões de cores densas e saturadas. Há quem o ame e quem o odeie, naturalmente – talvez seja um gênio, talvez o fotógrafo mais superestimado que já existiu. Definia sua abordagem como democrática: para ele todas as coisas eram iguais e tinham o mesmo valor para serem fotografadas.

Antes dele, fotógrafos como Irving Penn e Edward Weston já tinham voltado suas câmeras para elementos banais, como pontas de cigarros e pimentões. A diferença é que trabalhavam essas imagens em estúdio, construindo atmosferas cuidadosamente controladas, quanto Eggleston aproximava-se mais de um fotógrafo vernacular, que tirava snapshots por onde passava.

Eggleston nasceu em 1939 em Memphis, no Tennessee, mas cresceu na fazenda de algodão da família, na pequena cidade de Sumner, no Mississippi.Era filho de um engenheiro e neto de um importante juiz local, começou a fotografar no final dos anos 1950, enquanto estudava na universidade Vanderbilt e ganhou uma Leica de presente de um amigo.  

No início, suas influências eram Robert Frank e Henri Cartier-Bresson, mas logo abandonou a fotografia preto-e-branco para se dedicar à fotografia em cores por incentivo de William Christenberry. Conheceu John Szarkowski em 1969, que descreveu seu trabalho como “uma pilha de revelações coloridas de farmácia”. Ainda assim, Szarkowski acabou convencendo o comitê de fotografia do museu a comprar uma de suas imagens.

E em 1976,  Szarkowski foi o curador da exposição Color Photographs, no MoMA, considerada um divisor de águas na carreira de Eggleston. A mostra costuma ser citada como a primeira individual de fotografia colorida no museu, embora em 1962 já tivesse ocorrido uma exposição de Ernst Haas. A recepção foi dividida e gerou debate tanto pela ousadia de apresentar fotografia colorida como arte, quanto pela banalidade de seus temas. Com o tempo, o reconhecimento veio e a exposição contribuiu para mudar a percepção da fotografia em cores.

Egggleston também se dedicou  à música e ao cinema, colaborando com artistas como David Byrne. Atualmente há uma exposição em cartaz na galeria David Zwirner, em Nova York, apresentando suas últimas impressões em dye-transfer.

Eggleston Art FoundationWilliam Eggleston, a cor americana - Instituto Moreira SallesThe Emotional Saturation of William Eggleston's “Last Dyes”

Eggleston Art FoundationLot 1

Placa de letreiro afixada em fachada de loja com cobertura de entrada de estabelecimento

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Uma imagem contendo armário, no interior, cozinha, mesa

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Eggleston Art FoundationUma imagem contendo ao ar livre, edifício, laranja, caminhão

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Photographing the 'Boring,' the History and Photography of William Eggleston

BOMB Magazine | William Eggleston

 

 

William Eggleston, a cor americana - Instituto Moreira SallesThe Emotional Saturation of William Eggleston's “Last Dyes”William Eggleston: Pioneer of Color Photography — about photography

 

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