Tuesday, June 30, 2026

NICKLAS MURAY, O FOTÓGRAFO (E ALGO MAIS) DE FRIDA KAHLO

Nickolas Muray — The official site for information about portrait  photographer Nickolas Muray, his life and his photography. Showcasing  upcoming exhibits and his iconic photographs of Frida Kahlo, some of which  are

Frida Kahlo (1907-1954) e Nickolas Muray (1892-1965) viveram uma intensa história de amor e parceria artística que durou dez anos. Eles se conheceram no México em 1931. Muray era um famoso fotógrafo húngaro radicado nos Estados Unidos. Frida já era uma pintora talentosa, casada com o muralista Diego Rivera.

O romance de Frida e Nickolas começou logo após o primeiro divórcio dele e o casamento dela com Diego Rivera. Eles se apaixonaram rapidamente. Frida chegou a escrever cartas apaixonadas dizendo que nunca o esqueceria.

O namoro teve idas e vindas até 1941. O fim do romance aconteceu quando Frida decidiu voltar para Diego Rivera e Muray se casou novamente. Mesmo assim, eles continuaram muito amigos até a morte de Frida em 1954.

O romance secreto deles virou uma amizade para a vida toda e resultou em alguns dos retratos mais bonitos da artista. Murray tirou mais de 90 fotografias de Frida entre 1937 e 1948.

SOBRE O LIVRO I WILL NEVER FORGET YOU: FRIDA KAHLO AND NICKOLAS MURAY

Publicado em 2006 pela Chronicle Books, I Will Never Forget You apresenta uma seleção de cartas trocadas entre Frida Kahlo e Nickolas Murray durante os anos de seu relacionamento e também mais de 50 retratos marcantes que ele fez no período. Muitas dessas imagens são as mais conhecidos de Frida e ajudaram a fixar sua imagem no mundo. 

Nickolas Muray - Art & Prints for Sale | Artsy

Nickolas Muray | Frida Kahlo, The Breton Portrait (1939) | For Sale | Artsy

Nickolas Muray's Iconic Photographs of Frida Kahlo | Artsy

Nickolas Muray | Frida With Cigarette, Coyoacan (1941) | For Sale | ArtsyNickolas Muray: I Will Never Forget You, The Frida Kahlo Portraits —  Weinstein Hammons Gallery

Tuesday, June 16, 2026

OS RETRATOS DE DUANE MICHALS

 Self-Portrait in Bathroom, Amsterdam, 1960s © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Autorretrato no banheiro, Amsterdam, c. 1960

"Os fotógrafos tendem a não fotografar aquilo que não conseguem ver, o que é justamente a razão pela qual deveriam tentar fazê-lo. Caso contrário, continuaremos para sempre fotografando mais rostos, mais cômodos e mais lugares. A fotografia precisa transcender a descrição. Ela precisa ir além da descrição para trazer percepção sobre o assunto, ou revelar o assunto não como ele parece, mas que sentimento passa.”

Duane Michals (1932-2026) ficou mais conhecido por suas séries fotográficas e pelo uso de textos escritos à mão, que iam muito além de uma simples legenda ou descrição. Em suas fotografias, palavras e imagens se misturavam para contar histórias, explorar dúvidas ou dar forma às indagações que ocupavam sua mente.

No entanto, há um outro lado de sua produção que merece atenção: seus retratos. Conhecido por suas sequências sobre fantasmas, morte e metafísica, Michals também fazia algo incomum diante da câmera, transformando retratos e autorretratos em pequenos exercícios de imaginação. Ao longo da carreira, fotografou artistas, escritores, músicos e atores para revistas, livros, capas de discos e projetos pessoais, produzindo algumas das imagens mais memoráveis de sua geração.

Ele refletia profundamente sobre o que significa fazer um retrato. Em um texto bem-humorado publicado por ocasião do lançamento de seu livro Portraits, em 2017, dividiu a fotografia de retrato em quatro categorias: o retrato tradicional, em que a pessoa simplesmente encara a câmera; o retrato em prosa, que procura revelar algo do personagem por meio de uma pequena narrativa; o retrato anotado, acompanhado de observações escritas; e o retrato imaginário, construído a partir de sua própria imaginação. É fácil reconhecer essas ideias em seu trabalho. Em vez de se contentar com a aparência de seus retratados, Duane frequentemente os colocava em ambientes cuidadosamente escolhidos ou criava pequenas situações que dialogavam com suas personalidades, suas obras e suas contradições.

Seus autorretratos seguem a mesma lógica. Neles, não aparece apenas como fotógrafo, mas como personagem de suas próprias especulações. Envelhecimento, memória, identidade, desejo e mortalidade surgem em imagens que misturam encenação, humor e reflexão. Ao olhar hoje para seus retratos e autorretratos, fica claro que Michals nunca esteve particularmente interessado em mostrar como alguém parecia. O que lhe interessava era sugerir quem aquela pessoa poderia ser, ou quem ela se tornava quando passava pelo filtro de sua imaginação.

David Hockney and friend, 1975 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

David Hockney e seu amigo, 1975

Duane Michals and Robin Williams, c. 1980 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Duane Michals and Robin Williams, c.1980

Johnny Cash, 1970s © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Johnny Cash, c. 1970

Self Portrait as Someone Else, 1973 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Autorretrato como outra pessoa,1973

Sting, 1982 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Sting, 1982

René Magritte, 1965 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

René Magritte, 1965

Jasper Johns, 1972 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Jasper Johns, 1972

Susan Sontag, 1959 © 2017 Duane Michals / Courtesy Thames & Hudson

Susan Sontag, 1959

LEITURAS E VÍDEOS RECOMENDADOS

Monday, June 15, 2026

ABELARDO MORELL E A CÂMARA ESCURA (REVISITADO)

 About the Exhibition

"Minha alegria está em tentar descobrir novas maneiras de transformar algo muito conhecido em algo diferente."

Abelardo Morell (1948) é um artista nascido em Cuba que vive nos Estados Unidos desde os anos 1960. Ficou conhecido por criar imagens usando câmaras escuras em diversos lugares do mundo. Seu trabalho vai além da fotografia entendida apenas como registro: ao longo da carreira, Morell vem realizando experiências envolvendo lentes, foco, exposições longas e múltiplas, além de diferentes materiais e superfícies. Movido pela curiosidade, testa ideias e observa como se comportam na prática. No processo, produz imagens fascinantes que ajudam a revelar os próprios mecanismos da fotografia.

Em 1988, Morell dava aulas em um curso introdutório de fotografia em uma escola de artes em Massachussetts. Em um dia ensolarado, cobriu as janelas da sala de aula com plástico preto, deixando o ambiente escuro como uma caverna, e fez um pequeno furo no material. A parede do fundo ganhou vida como uma tela de cinema: nela, o exterior aparecia em tempo real de cabeça para baixo, com prédios, árvores, carros e pedestres em movimento. Morell tinha transformado a sala em uma câmara escura, talvez o dispositivo mais antigo para formação de imagens. Para seus alunos, foi uma revelação: uma aula visual sobre o que uma câmera fotográfica faz, com eles literalmente dentro dela.  

Morell já vinha fazendo experiências semelhantes em casa. Levou meses para dominar a técnica, especialmente para determinar o tamanho ideal da abertura que permitisse a entrada de luz sem comprometer a nitidez da imagem. A primeira tentativa aconteceu no quarto do seu filho, onde posicionou uma câmera de grande formato em um tripé, com uma exposição de mais de oito horas para registrar a projeção que ocupava o ambiente. A partir daí, iniciou uma série de fotos em diferentes locais, especialmente quartos de hotel, Camera Obscura, que se tornou uma das mais conhecidas da sua obra.  

Depois dos quartos de hotel, Morell criou câmaras escuras usando barracas. A ideia surgiu quando quis fotografar paisagens em locais onde não havia hotéis. Seu primeiro projeto foi realizado no Oeste americano. Fascinado pelas fotografias do século XIX de Carleton Watkins e Timothy H. O'Sullivan, decidiu revisitar cenários semelhantes, mas por meio de uma abordagem completamente diferente.

Para isso, desenvolveu uma barraca-câmera à prova de luz e instalou em seu teto um prisma com lente que projetava a paisagem ao redor sobre o chão do interior. Em seguida, fotografava essa projeção com uma câmera de grande formato. A barraca-câmera lhe deu a liberdade de utilizar sua técnica em lugares onde antes seria impossível trabalhar. Mais tarde, viajou para o interior da França para produzir a série Pictures on the Ground, realizada em locais associados às paisagens pintadas por Claude Monet e Vincent van Gogh.

Ao longo de décadas de experimentação, Morell transformou um dos princípios mais antigos da fotografia em uma fonte inesgotável de invenção visual, encontrando novas maneiras de olhar para um mundo que julgávamos conhecer.

How to make your own camera obscura - The Village at Black Creek

A câmara escura funciona como um olho gigante. A luz entra por um pequeno furo e projeta, na parede oposta, uma imagem invertida do mundo exterior. Parece algo mágico, mas é apenas o comportamento natural da luz. Nosso cérebro está acostumado a corrigir essa inversão, por isso não percebemos que as imagens atravessam nossos olhos de cabeça para baixo.

Vermeer and the Camera Obscura, Part One

Vermeer's camera obscura: amazing technique or cheating?

Uma versão portátil se tornou popular no século XVII: ao invés da câmara, uma caixa com uma lente acoplada no furo. Há suspeitas de que Vermeer usava uma em seus desenhos, enquanto cientistas usavam para observar eclipses solares. No século XIX, começou-se a colocar papéis quimicamente tratados e nascia a fotografia.

My Glasses, 1989

My glasses, 1989

My Camera and Me, 1990

My Camera and Me, 1990

Light Bulb, 1991

Light Bulb, 1991. Quando era professor-assistente, Morell quis fotografar o processo fotográfico e, para isso, usou materiais simples. Ele não estava simplesmente fotografando o mundo, mas nos mostrando constantemente como a fotografia acontece.

Book and Camera, in Memory of Fox Talbot, 1999

Book and camera, in Memory of Fox Talbot, 1999

Light Entering Our House, 2004

Light entering the house, 2004

Motion Study of Falling Pitchers, 2004

Motion studies of falling Pitchers, 2004

Construction with Lasers and Mirrors, 2005

Construction with lasers and Mirrors, 2005 

Camera Obscura- View of Brookline in Brady's Room, 1992

View of Brookline in Brady’s Room, 1992. A câmara escura gigante é uma aula visual sobre o que uma câmera faz. O furo feito no plástico que cobre a janela serve apenas para projetar a cena que está acontecendo do lado de fora, como se fosse um filme invertido. Já se sabia desse fenômeno muitos e muitos séculos atrás. O que Niépce, Talbot e Daguerre, entre outros, estavam tentando aperfeiçoar no século XIX, eram formas de fixar uma imagem em um papel dentro da câmara.

Camera Obscura- The Empire State Building in Bedroom, 1994

The Empire State Building in Bedroom, 1994

Camera Obscura- Image of Boston’s Old Customs House in Hotel Room, 1999

Boston’s Old Customs House in Hotel Room, 1999

Camera Obscura- Times Square in Hotel Room, 1997

Times Square in Hotel Room, 1997

Camera Obscura- Times Square in Hotel Room, 2010

Times Square in Hotel Room, 2010. Com as câmeras digitais, o tempo de exposição pôde ser reduzido de muitas horas para poucos minutos.

Camera Obscura- Santa Maria della Salute in Palazzo Bedroom, Venice, Italy, 2006

Santa Maria Della Salute in Palazzo Bedroom, Venice, Italy, 2006

Camera Obscura- View of Central Park Looking North-Winter, 2013

View of Central Park Looking North – Winter, 2013

Camera Obscura, View of Lower Manhattan, Sunrise, 2022

View of Lower Manhattan, Sunrise, 2022

Abelardo Morell-Tent Camera-12 - ANDANAfoto.com

Morell é um cientista na forma como aborda sua prática fotográfica, trabalha no sentido de investigar a própria magia do processo. Ele usa a fotografia para pensar a fotografia.

Tent/Camera Process

A barraca-câmera de Abelardo Morell é uma estrutura de tecido que bloqueia a luz e cobre um grande tripé especialmente adaptado. No topo há um prisma com lente que funciona como um periscópio, projetando no chão uma imagem da paisagem ao redor. A nitidez dessa projeção pode ser ajustada alterando a altura da barraca. Ao lado do prisma há uma câmera digital apontada para baixo, fotografando o chão onde a paisagem foi projetada. O resultado combina os detalhes reais da superfície — como pedras, grama, terra ou concreto — com a imagem da paisagem sobreposta a ela. Isso cria fotografias que lembram pinturas, misturando textura e imagem de uma forma incomum. A câmera é ligada a um computador do lado de fora da barraca, permitindo que Morell controle o enquadramento e o foco com precisão. O mais interessante é que, na prática, ele transforma o próprio chão em uma espécie de tela fotográfica. A paisagem é projetada sobre uma superfície real e depois fotografada, criando uma fusão entre o lugar e sua representação — uma imagem que mostra simultaneamente o mundo e uma fotografia do mundo.

Tent-Camera Image: View of the Golden Gate Bridge From Battery East, 2012

Tent-Camera Image. View of the Golden Gate Bridge From Battery East, 2012

Tent-Camera Image: View of Monet's Garden #2, Giverny, France, 2023

Tent-Camera Image: View of Monet’s Garden, Giverny, France, 2023. After Monet foi um projeto que Morel começou nos verões de 2015 e 2016 em Giverny, Rowen e outras regiões da Normandia onde Claude Monet pintava seus quadros.

Tent-Camera Image: Yew Tree in Monet's Garden, Giverny, France, 2023

Tent-Camera Image: Yew Tree in Monet’s Garden, Giverny, France, 2023

Tent-Camera Image: Sunflower Field on Ground with Broken Tiles, Near Arles, France, 2022

Tent-Camera Image: Sunflower Field on Ground with Broken Tiles, Near Arles, France, 2022. Depois da série na região onde Monet pintava, Morell fez a mesma coisa em Arles, Saint-Remy e outras locais do sul da França onde Van Gogh pintou e fez a série “Pictures on the Ground: In the Terrain of Van Gogh”.

Tent-Camera Image: Six Cypresses, Near Arles, France, 2022

Tent-Camera Image: Six Cypresses, Near Arles, France, 2022

 

LEITURAS E VÍDEOS RECOMENDADOS

Wednesday, June 10, 2026

LARRY SULTAN

 

Larry Sultan Bio

"Para mim, a verdade tem a ver com a performance, com a maneira como nos apresentamos e como nos projetamos para os outros. A verdade pode ser encenada e pode ser encontrada; não acredito que exista uma divisão tão clara entre essas duas coisas."

Larry Sultan (1946-2009) foi um fotógrafo norte-americano conhecido por explorar temas como memória, família, cultura visual e imagens de arquivo. Seu trabalho, desenvolvido em diálogo com arte conceitual e investigação de imagens vernaculares, é representado principalmente por Evidence (1977), em parceria com Mike Mandel, e Pictures from Home (1922). Ao longo da carreira também desenvolveu séries importantes como The Valley e Homeland.

Nascido no Brooklyn, NY, cresceu em Los Angeles, CA, para onde seus pais se mudaram quando era pequeno. Se formou em política social na Universidade da Califórnia e teve um MFA pelo Instituto de Arte de São Francisco. Seu primeiro trabalho de grande repercussão foi Evidence, um livro construído a partir de fotografias encontradas em arquivos industriais, governamentais e científicos, reorganizadas de forma a alterar seu significado original. Essa relação com imagens preexistentes tornou-se um aspecto recorrente de sua produção, aproximando-o tanto da fotografia conceitual quanto de práticas ligadas à pesquisa e ao trabalho de arquivo. Em 1983 recebeu uma bolsa Guggenheim, reconhecimento que acompanhou uma carreira cada vez mais influente no cenário da fotografia contemporânea norte-americana.

Além de sua produção artística, Sultan lecionou Instituto de Arte de São Francisco e no California College of the Arts, até sua morte, em 2009. Foi considerado uma figura formadora para vários fotógrafos e é citado como influência por artistas contemporâneos como Gregory Halpern e Kelli Connell. O trabalho de Larry Sultan integrou exposições importantes e hoje faz parte de coleções de instituições como o Tate Modern, o MoMA e o Whitney Museum of American Art, entre outras.

EVIDENCE

Entre 1975 e 1977, Larry Sultan e Mike Mandel selecionaram e organizaram fotografias entre milhares de imagens de arquivos industriais, científicos e governamentais. Esse projeto foi financiado por uma bolsa do National Endowment for the Arts e foi um dos primeiros trabalhos a mostrar que o significado de uma fotografia é condicionado pelo contexto e sequência no qual está inserido.

Larry Sultan Evidence - Larry Sultan

LARRY SULTAN & MIKE MANDEL: “EVIDENCE” – AMERICAN SUBURB X

Untitled Evidence

Untitled Evidence

Untitled Evidence

PICTURES FROM HOME

É a história de uma típica família americana. Sultan começou a série quando seu pai foi forçado a se aposentar antes do previsto, procuran do mostrar os efeitos que isso teve em sua família. Fotografou os pais entre 1982 e 1992, combinando essas imagens com instantâneos, textos e memorabílias para criar um registro dos acontecimentos e rituais domésticos dentro da casa deles.

My Mother Posing

My Mother Posing, 1984

Dad at Whiteboard

Dad at Whiteboard, 1984. Sultan fez essas fotos em colaboração com seus pais que, mesmo às vezes desconfortáveis, se dispunham a posar. Para ele, a verdadeira natureza das pessoas não é mostrada apenas em momentos flagrados de forma cândida, mas também nesses que são, em parte ou totalmente, encenados.

My Mother on a Chaise Lounge 

My Mother on a Chaise Lounge, 1987

My Father's Dresser

My Father’s Dresser, 1985 

How Larry Sultan Made His Father a Metaphor for Dashed American Dreams |  The New Yorker

Dad on Bed, 1984. “Meu pai é muito filosófico”, disse Sultan em uma entrevista, “e há uma fotografia dele sentado na cama, usando um terno e ele então disse ‘estou feliz em ajudar você com esse trabalho, mas preciso que saiba o que eu já sei: que quem está sentado nessa cama é você. Isso é um autorretrato. Eu sei quem eu sou, você sabe quem você é, seus valores são parte desse trabalho, mas vamos deixar isso muito claro: é você sentado nessa cama.’ E eu sempre fiquei impressionado como ele, que nunca teve treinamento em arte, era tão astuto em assuntos relacionados à fotografia.”

 

HOMELAND

Durante dois anos, Sultan contratou “day laborers” (pessoas contratadas por dia de trabalho informalmente) para trabalharem com atores em fotografias de paisagens que estava fazendo nos limites de áreas de subúrbio. Grupos de pessoas nessas mesmas condições são comuns nessas regiões em Los Angeles a ponto de, de certa forma, serem “incorporados” ao cenário tornando-se invisíveis.

Novato

Novato, 2009 (from Homeland)

Isleton

Isleton, 2009 (from Homeland)

Richmond Parkway, 2007

Richmond Parkway, 2007 (from Homeland)

THE VALLEY

Na década de 1990 e início dos anos 2000, Larry Sultan fotografou sets de filmes adultos em San Fernando Valley, região de Los Angeles conhecida como o “Vale do Silício da Indústria Pornográfica”. The Valley não diz respeito a um documentário sobre a indústria, mas ao universo onde ela ocorria e a convivência temporária entre o ambiente doméstico e a produção cinematográfica. Fotografias de família, móveis comuns, jardins bem cuidados aparecem lado a lado com atores entre cenas e equipes de filmagem, criando imagens que misturam realidade e encenação. Ao inserir câmeras, refletores, atores e diretores em cenários domésticos, Sultan propôs uma reflexão sobre a família, os ideais da classe média americana e a distância entre as aparências e aquilo que acontece entre quatro paredes.

Hamner Drive

Hamner Drive, 2002

Pool, Calabasas

Pool, Calabasas, 2002

Backyard, Woodland Hills

Backyard, Woodland Hills

Boxers, Mission Hills

Boxers, Mission Hills, 1999

Father

Father, 2002

Child's Bedroom

Child’s Bedroom, 2001

TEXTOS E VÍDEOS RECOMENDADOS